Segundo Hashimoto, professor de empreendedorismo do Insper, “na jornada em direção à competitividade baseada na inovação, empresas de todos os segmentos e portes estão buscando novas formas de gerar novos negócios, que não venham apenas de produtos saídos dos fornos dos laboratórios de pesquisa” e uma estratégia que grandes empresas estão adotando ao redor do mundo é a de Corporate Venture (CV).

Mas o que é Corporate Venture? É quando uma empresa ou corporação realiza investimento em startups (ou seja, em outra empresa que não ela mesma).

Existem duas formas de uma empresa investir em uma corporate venture:

  1. Estimulando um novo negócio nascente dentro da própria organização, tornando-o um spin-off; ou
  2. Buscando no mercado uma startup que se relacione com o negócio da empresa-mãe.

Hoje já são mais de 700 empresas no mundo investindo em corporate venture. Alguns exemplos: Braskem, Cemig, Dow, IBM, Intel, Telefônica, Google, Promon, Votorantim, Odebrecht, 3M e Grupo Bandeirantes.

Apesar da importância da proximidade e da interface entre o negócio nascente e a empresa-mãe, também é preciso ficar atento para que não haja um “sufocamento”. “Uma das maiores dificuldades de se planejar uma ação de corporate venturing é medir bem a distância da iniciativa em relação à empresa-mãe”, opina Daniel Saad, sócio-diretor da Inventta+drive. Enquanto uma interferência excessiva pode contaminar a empresa-filha com todos os entraves da grande corporação (burocracia, lentidão na tomada de decisões), o distanciamento total acaba transformando a empresa-mãe em mera investidora, o que não é interessante.

O grande diferencial de receber esse tipo de investimento é que, além do dinheiro, a startup recebe novos sócios com experiência para ajudar na condução do negócio (esse tipo de ganho chama-se smart money). 

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